Existem dois tipos de médicos: os que cobram antes, e os que nunca param de cobrar. E há também os da rede pública, que não cobram, mas são impedidos pelo juramento de Hipócrates de aparecerem pra trabalhar.
Medicina, étimo originário do judas medicina, que significa "não fui eu" ou "a fina arte de te torturar", mas isso depende da hora do dia. Uma profissão universal, e justamente porque todo mundo saiba um pouco, à beira da falência, em decadência franca e total.
Não só a medicina perde anualmente milhares de profissionais para ocupações genéricas e afins -- ortopedia, empurroterapia, cirurgia psíquica --, como a alopatia, o seu catolicismo, vê anualmente milhões de clientes se dirigirem para ramos igualmente inúteis, porém menos mortais, da cura -- homeopatia, apicultura, florais de Bach.
A medicina é, portanto, não só uma profissão que veste mal, mas também paga mal, pode te forçar a servir na Amazônia, dá cadeia em caso de erro, e dor de cabeça pra passar no vestibular. Mas pelo menos você só começa a trabalhar depois dos trinta...
Ficha do Personagem
Requerimentos: Destreza=12, Carisma <6, um estetoscópio, três jalecos
HD: d8 + plano unimed; Thaco: eu tô em cima, eu tô embaixo
Saving Throws: priest (+1 vs. poison, -3 vs. death spell)
Posted by mozart at 2:24 AM | Comments (1)
quinta-feira, 28 de abril de 2005
terça-feira, 19 de abril de 2005
segunda-feira, 18 de abril de 2005
Tadinha da américa latina, desde o berço explorada
E ainda chamam os conquistadores de covardes. Não vejo como. Quando meia dúzia de caipiras, armados com pau-de-fogo, dominam um continente inteiro, não são eles os covardes.
"Eles foram ajudados pelas doenças! Fomos dizimados!"
Pois é, até nas doenças a Europa sempre foi mais evoluída que a gente.
E sempre que aparecem uns tontos me pedindo indenização histórica, penso em pagar com aquilo que lhes é historicamente mais caro: um pacote de fumo e alguns espelhinhos.
Dívida... lhes oferecem a civilização e como retribuem? Com Mozarts, Einsteins, Michelangelos? Não, apenas Belafontes, Jurunas, Basquiats e nomes outros talvez ainda mais ridículos.
"Eles foram ajudados pelas doenças! Fomos dizimados!"
Pois é, até nas doenças a Europa sempre foi mais evoluída que a gente.
E sempre que aparecem uns tontos me pedindo indenização histórica, penso em pagar com aquilo que lhes é historicamente mais caro: um pacote de fumo e alguns espelhinhos.
Dívida... lhes oferecem a civilização e como retribuem? Com Mozarts, Einsteins, Michelangelos? Não, apenas Belafontes, Jurunas, Basquiats e nomes outros talvez ainda mais ridículos.
quinta-feira, 14 de abril de 2005
terça-feira, 12 de abril de 2005
quinta-feira, 7 de abril de 2005
Too Much Pope
I asked him once, at 35,000 feet on one of these trips, "Holy Father, some people in the Vatican think you're traveling too much." And he was sort of surprised, and a big smile came across his face and he tapped me on the arm and said, "Yes, you're right, I am, I agree, I am traveling too much." and he turned away. And then he turned back and raised his finger with a wry smile and said, "But sometimes it's necessary to do something of what is too much."
Não argumentar e vencer sempre
Falta de assunto e dinheiro me remetem a este grau de degradação. O caso é que sou muito trouxa. Ou céptico. Se acreditasse em apostas online, que não sejam apenas uma desculpa esfarrapada para roubarem meu cartão, já estaria milionário. Porque há uma verdade matemática, bastante conhecida, que garantiria minha fortuna. Mas não garante que não me furtarão o número do cartão.
Imagine que, por exemplo num jogo de basquete, a Casa de Apostas X te pague x1 pra 1 no time 1, e x2 pra 1 no time 2. E que a Casa Y te pague y1 pra 1 no time 1, e y2 pra 1 no time 2.
Há como ganhar sempre? Na maior parte das vezes, sim, desde que as taxas de pagamento sejam razoáveis e diferentes.
Para tanto, basta apostar em times diferentes nas diferentes casas, escolhendo justamente o favorito e o azarão que ofereçam a maior proporção -- via de regra, se x1 é maior que y1, então x2 é menor que y2, e reciprocamente; ou seja, estão em casas distintas.
Há uma faixa certa de proporções para fazer a aposta. Mas quiseres saber de antemão quanto ganharás, independente do resultado da partida, basta, para cada dólar apostado no favorito, apostares (pag.favorito/pag.azarão) no azarão -- as taxas de pagamento nas quais apostas. Exemplo:
Suponhamos que x1 = 1,5; x2 = 2,5 // y1 = 1,3; y2 = 3,5. As melhores taxas são de 1,5 pro favorito e de 3,5 pro azarão -- em casas diferentes, como deveria ser.
Pois bem: x1/y2 = 1,5/3,5 = 3/7; então para cada dólar apostado em x1, apostando 3/7 em y2 teremos:
se o time 1 ganhar, você lucra $0,07 -- [1,5*1 - (1+3/7]
se o time 2 ganhar, você lucra $0,07 -- [3,5*3/7 - (1+3/7)]
Ou seja, para cada vinte pratas, você ganha uma, sem esforço algum. Mas infelizmente no creo en las brujas, e estarei sempre na mansarda...
Imagine que, por exemplo num jogo de basquete, a Casa de Apostas X te pague x1 pra 1 no time 1, e x2 pra 1 no time 2. E que a Casa Y te pague y1 pra 1 no time 1, e y2 pra 1 no time 2.
Há como ganhar sempre? Na maior parte das vezes, sim, desde que as taxas de pagamento sejam razoáveis e diferentes.
Para tanto, basta apostar em times diferentes nas diferentes casas, escolhendo justamente o favorito e o azarão que ofereçam a maior proporção -- via de regra, se x1 é maior que y1, então x2 é menor que y2, e reciprocamente; ou seja, estão em casas distintas.
Há uma faixa certa de proporções para fazer a aposta. Mas quiseres saber de antemão quanto ganharás, independente do resultado da partida, basta, para cada dólar apostado no favorito, apostares (pag.favorito/pag.azarão) no azarão -- as taxas de pagamento nas quais apostas. Exemplo:
Suponhamos que x1 = 1,5; x2 = 2,5 // y1 = 1,3; y2 = 3,5. As melhores taxas são de 1,5 pro favorito e de 3,5 pro azarão -- em casas diferentes, como deveria ser.
Pois bem: x1/y2 = 1,5/3,5 = 3/7; então para cada dólar apostado em x1, apostando 3/7 em y2 teremos:
se o time 1 ganhar, você lucra $0,07 -- [1,5*1 - (1+3/7]
se o time 2 ganhar, você lucra $0,07 -- [3,5*3/7 - (1+3/7)]
Ou seja, para cada vinte pratas, você ganha uma, sem esforço algum. Mas infelizmente no creo en las brujas, e estarei sempre na mansarda...
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