sábado, 31 de dezembro de 2005

Retrospectiva

Em 1951, Ingmar Bergman fez nove filmes publicitários sobre o sabonete Bris para Sunlight Ltda, um dos quais contando com Bibi Andersson. É sua obra-prima. "A soma total de sua vida como diretor de cinema."

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Até que a morte te carregue

A idéia de que as pessoas se libertem dos sagrados laços do matrimônio após a morte sempre me indicou que o Céu seja uma grande suruba. E posso estar equivocado, mas ainda acho que as 72 virgens dos mulá-bombers sejam uma forma de punição.

Mas falemos do amor, pois isto aqui é um blog de família -- talvez criada por Tolstói, mas ainda assim uma família.

O amor é sem dúvida o sentimento mais alto do gênero humano, embora neste calor às vezes eu seja tentado a trocá-lo por uma casquinha de baunilha do McDonald's. Mas eliminemos a casquinha, o ar refrigerado, a coca-cola de latinha, e voltemos ao amor.

A meu ver, só há uma coisa mais vergonhosa do que sobreviver por anos e anos à terrível perda: não ter, em tal período, batalhado um novo matrimônio.

Porque, convenhamos, quem ama verdadeiramente não resiste à perda do seu amor. Todos conhecemos inúmeros casos de loucura e definhamento de viúvos e viúvas por aí. Se isso não ocorre, é porque muito antes do óbito, já falecera o amor.

E o respeito, mui nobre, à memória da falecida, ou falecido, não é senão um disfarce para o fato de que o amor não morrera previamente, mas jamais existira naquela relação. Que o cônjuge lhe era algo tão repelente, que sequer valha a pena tentar.

Se algum dia tivesse existido o amor, não seria assim. Ainda que pouco, ainda que temporário, teria deixado um vazio agora novamente pronto a se preencher. Mas tudo que restou foi rancor; o rancor e o riso de escárnio de um "já vai tarde".

Quando morrer, espero que minha esposa caia dura e fria a meu lado. Mas se isso não ocorrer, quero mais que ela vá é tomar no cu.

domingo, 16 de outubro de 2005

Grandes Vultos dos Anos 40


Merengue: anjo da morte e costureiro

Josef Mengele seria famoso mesmo se houvesse apenas composto "A Arte da Fuga". Mas como o velho Bach se adiantou ao bigodudo em vários séculos, ele acabou tendo de apelar. E a correção política hodierna levou o serviço secreto de Israel a condenar as práticas científicas do maior neurologista que o mundo já viu -- segundo sua mãe e os artistas convidados.

Denegrido e na miséria, Mongole teve de se sujeitar a contrabandear artigos paraguaios por décadas a fio para sobreviver, entre os quais uma bóia de patinho, que viria a ocasionar a sua morte.

Atualmente, o cientista sofre intervenções odontológicas regulares, mais por falta de higiene que para dificultar seu reconhecimento, e mantém um blog no qual é constantemente acusado de nazista e fascista por comentaristas inescrupulosos. Ao que retruca, pandeiro à mão, "só se for agora".

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Ainda Hoje: Grande Equinócio

Equinócio, o próprio nome indica, é o período em que os cavalos descansam. Mas se você trabalha feito burro de carga, não se empolgue: cavalos já nascem andando, e costumam dormir em pé. Então tire o cavalinho da chuva e vá terminar seus afazeres.

Cientificamente, um equinócio ocorre quando, em todo o mundo, dia e noite apresentam a mesma duração. Mas como o Sol, astro que começou na esquerda e depois virou até rei, é uma fonte extensa, isso não passa de uma bruta mentira.

E mesmo que fosse puntual, sua radiação atingiria obliquamente a nossa atmosfera antes do despontar no horizonte, provando apenas que incognoscível tem 13 letras, e nem na Natureza se pode confiar mais hoje em dia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao celular serei atento
Antes, e com torpedo, e sempre, em trânsito
Que mesmo em face do maior encanto
Um motorola desfará meus pensamentos

Quero LG em cada vão momento
E em meu horror, hei de baixar o santo
E ouvir a midi e derramar meu pranto
A meu pesar: oi, seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a nokia, angústia de quem vivo
Quem sabe a claro, fim de quem chama

Eu possa me dizer da teen (que tive)
Que não seja imortal, posto que é câmera
Mas que seja siemens enquanto dure

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

O Crepúsculo dos Deuses (i)

Apollo: Deus da música, da luz e da poesia; o potente Senhor do Arco; o Sol feito Homem... Casou com uma árvore. E mesmo assim nem conseguiu beijá-la. Na década de 90, largou o boxe parar virar marca de automóvel, declarando-se 1.8 GLS na ocasião.

Narciso: o belo, amásio das ninfas. Passou tardes em autocontemplação, não estudou, futebol. Sua carreira foi tragicamente interrompida pelo câncer - fruto do bronzeamento indevido.

Vênus: top model da época. Hoje sobrevive do nu artístico.

domingo, 14 de agosto de 2005

Introdução ao Pan-Sexualismo na obra do Grande Encontro



Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal
[Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais...]




Mistérios da meia-noite que voam longe
Que você nunca, não sabe nunca,
Se vão, se ficam, quem vai, quem foi.
Império de um lobisomem que fosse um homem
E uma menina tão desgarrada, desamparada, seu professor...



Da manga rosa quero o gosto e o sumo / Melão maduro, sapoti, joá
Jabuticaba, teu olhar noturno / Beijo travesso de umbu-cajá
Pele macia, ai, carne de caju / Saliva doce, doce mel, mel de uruçu
Linda morena, fruta de vez temporana, Caldo de cana-caiana, vem me desfrutar
Linda morena, fruta de vez temporana, Caldo de cana-caiana, vou te desfrutar
Morena tropicana, eu quero teu sabor, Ai, ai, ai, ai...



Ê, vida de gado!
Povo marcado, povo feliz!

domingo, 31 de julho de 2005

A Genealogia da Civilização

Repórter: What do you think of Western civilization?
Gandhi: It would be a good idea.

Dizem as más línguas que se a Grécia é o berço da civilização, a Rússia é seu almoxarifado. E dizem mais: dizem-na órfã, dizem-na bastarda, mas dizem sem pensar... pois, aqui, apresento-lhes A Genealogia da Civilização:

quinta-feira, 23 de junho de 2005

I'm too sexy for my toga

Escuto discussões, utopias sobre fortalecimento de partidos. Gente professando isto e aquilo, voto distrital, verticalização, decúbito dorsal, ventral, lateral... Menas, meu povo, menas. Há soluções simples, tão justas e limpinhas quanto se poderia desejar. Zemplo:

(i) Mantém-se o esquema de eleições proporcionais, mas com uma diferença. Suponha que haja 30 togas: se o eleito não estiver entre os 30 mais votados, a toga é do partido; mas se estiver, pode trocar de modelito a qualquer hora -- talvez cantando I'm too sexy for your party, Too sexy for your party, And I do my little turn on the catwalk...

(ii) O eleitorado decide o quanto de fidelidade é necessário. Se 90% votar em candidato, e só 10% em siglas, então 90% das togas irão para os mais votados, e o restante distribuído segundo a votação nas siglas. Partidos com nomes fortes elegem mais nomes; com figla forte, ainda elegem seus figla.

A solução (i) enrijece a direção dos partidos. A (ii), os candidatos dentro dessa direção (ui) -- pois o pôvu assim prefere, e quem sou eu pra discutir? Etc etc. Clareza, simplicidade, uma faixa preta no oitavo mandato, coisas que se aceite como razoáveis.

terça-feira, 14 de junho de 2005

Como se proteger de Relâmpagos?

Estima-se que mais de seiscentas mil pessoas morram anualmente em todo o mundo, devido à crônica ignorância em relação ao fenômeno natural conhecido como relampo. Este post é uma tentativa, modesta, de dirimir os óbitos assim originados.

O primeiro e vulgaríssimo equívoco é o de que haja somente um tipo de relâmpago. Erro crasso. E se o raio mais popular é o azul, de energia negativa, trata-se justamente do que oferece menos perigo, atraído que é pelos pára-raios tradicionais.

Tendo uma capa de proteção fornecida pelos altos prédios da cidade grande, o homem urbano é atingido por raios protônicos, exatos opostos dos irmãos. Este raio é vermelho, lento, sem junções ou ramificações, e atraído por formas rotundas, mais estáveis.

A melhor proteção, portanto, em caso de tempestade, é utilizar roupas cheias de detalhes pontiagudos. Ajuda bastante um chapéu, talvez metálico, bem pontudo, como já usavam os sábios etruscos -- povo que desapareceu da Terra misteriosamente.

Andar descalço chapinhando a água, embora socialmente pouco aceitável, também é uma medida de segurança interessante. O raio protônico sai unicamente da terra para o ar, e se você estiver em equilíbrio iônico com o chão, a probabilidade de que vá para seu lado é bem menor. Para quem é germófobo, uma saída seria o uso de chuteiras com travas de ferro, e o mínimo de material isolante possível.

Também se aconselha andar com ímãs nos bolsos da frente, pois, se mesmo com todas as precauções acima, você tiver o baita azar de ainda ser acertado por um raio, é melhor ele queimar sua roupa do que atravessar seu corpo.

E como rezar não adianta, no próximo post ensinaremos a boa e velha dança do sol, a ser realizada com lanças, tridentes e espelhinhos até que a chuva pare. Além de convidarmos o professor Cabrera para explicar os perigos do monopolo magnético. Aguardem e confiem.

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Do Comportamento Impróprio à Mesa do Meu Amo

"Convidado algum deve sentar em cima da mesa e nem de costas voltadas para ela; nem deve botar a cabeça em cima do prato para comer; nem deve tirar comida do prato do vizinho, sem primeiro pedir autorização; não deve limpar sua faca às vestes do vizinho; não deve retirar comida da mesa colocando-a na bota ou na bolsa para consumo posterior; não deve cuspir na frente do meu amo e nem ao seu lado; não deve dar beliscadelas ou palmadas ao vizinho; não deve emitir ruídos resfolegantes ou dar cotoveladas; não deve conspirar à mesa (a menos que seja com meu amo), não deve fazer propostas obscenas aos pajens do meu amo nem retoiçar com os corpos deles; e se sentir necessidade de vomitar, tal como se tiver vontade de urinar, deve abandonar a mesa." [dos cadernos culinários de Leonardo; lembrança via Louro José]

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Almanaque das Profissões (ii): Blogueiro

No princípio eram os blogs. Poucos, porém de ilimitada qualidade. E navegávamos por todos eles, mergulhando da prancha, como um Tio Patinhas de felicidade. Mas ao longe já se divisava o espírito de Alcelmo Góis pairando sobre a face das águas.


blogosfera original - da vista infinita, da cara de mau

Na última década, com a expansão dos blogs, a lei do decaimento virtual entrou em ação. Trata-se de uma verdade heráldico-matemática, que estabelece a vulgarização inexorável de qualquer meio, deixando em aberto somente sua meia-vida. Caso particular daquele teorema de aritmancia, segundo o qual o número de coincidências impensáveis cresce exponencialmente com a gravidade de uma crise -- e isso gera seu fim, e a Letargia.

Sim, os blogs se expandiram, e a tal ponto, que não está longe o dia em que a profissão de blogueiro seja reconhecida -- e qualquer pessoa inteligente sabe que não há nada mais humilhante que ser reconhecido e normatizado por um governo. Mas já que estas humilhações parecem inevitáveis, ao menos expliquemos o que não é um blogueiro, pois temos sido confundidos com profissões outras e infectas.

Quer um exemplo? Repórter. Blog não é jornal. Blogueiro só posta notícias quando a bubiça é maior que barba de afegão em véspera de peregrinação a Meca. Quando a bola quica na pequena área, livre, pedindo pra chutar. Sem exceção. Se você der o azar de cair num blog político ou informativo, foge. Reseta na hora. Aperta o botão cinco vezes, que nem elevador, pra não ficar nada na memória, pra não se contaminar.

"Ah, mas eu li que blogs devem ter informações, até complementar a imprensa". Esquece, isso é coisa de gente que não toma banho; ou tá a fim de uns trocados.

Ah, essa é uma acusação grave? Grave é o fedor que empesteia nosso meio; grave é a puta que o pariu. Quando blogueiros levemente efeminados se fazem de críticos de arte, são ignorados pelo público e ridicularizados pelos entendidos. Já os dublês de jornalistas, espalhando notícias como quem semeia esterco no quintal, são lidos e relidos pela massa ignara, após a divulgação por seus co-irmãos -- do papel ou do monitor. O horror, o horror.

Olha, eu sempre tive um horror sacro e profundo à opinião alheia, pavor a qualquer opinião fundamentada, trajando símbolos de sabedoria. Aquele odor fétido de falsidade travestida em verdade imparcial. Sempre terrível, mas, num blog, ainda pior.

Quando vejo de relance um post, a mera impressão de que exponha uma opinião firme e seriíssima faz meus olhos se encherem de areia, começo a marejar em rubras lágrimas; se constato por um átimo a existência de sérias enumerações, já as pústulas me tomam as faces.

Desagradável? Pra dizer o mínimo; é a definição de chatice. Vai ser baiano na vida!

Mas, ok, até concedo de bom grado que alguém vomite sabedoria construtiva no colo alheio. Desde que não tenha nenhuma boa intenção nisso. Que se desdiga três dias depois, dizendo que estava bêbado e quem concordou é imbecil. Ou que tenha feito só pra arranjar briga, ou comer uma vizinha. Ou que só fizera uma graça, que dois minutos depois ignore o que tenha escrito.

Por exemplo: quem se importa com blogs jornalísticos? Não eu. Só redijo isso porque devemos bater e achincalhar quem apareça pela frente. Como o vovô gascão já dizia.
Posted by mozart at 3:10 PM

sábado, 7 de maio de 2005

A vida imita as baixas formas de arte

Ele: Já é?
Ela: Demorô.

E ficaram, felizes para temp.

domingo, 1 de maio de 2005

Trabalho


Brasileiro inconformado com a proibição da ida aos estádios

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Almanaque das profissões (i): médico

Existem dois tipos de médicos: os que cobram antes, e os que nunca param de cobrar. E há também os da rede pública, que não cobram, mas são impedidos pelo juramento de Hipócrates de aparecerem pra trabalhar.

Medicina, étimo originário do judas medicina, que significa "não fui eu" ou "a fina arte de te torturar", mas isso depende da hora do dia. Uma profissão universal, e justamente porque todo mundo saiba um pouco, à beira da falência, em decadência franca e total.

Não só a medicina perde anualmente milhares de profissionais para ocupações genéricas e afins -- ortopedia, empurroterapia, cirurgia psíquica --, como a alopatia, o seu catolicismo, vê anualmente milhões de clientes se dirigirem para ramos igualmente inúteis, porém menos mortais, da cura -- homeopatia, apicultura, florais de Bach.

A medicina é, portanto, não só uma profissão que veste mal, mas também paga mal, pode te forçar a servir na Amazônia, dá cadeia em caso de erro, e dor de cabeça pra passar no vestibular. Mas pelo menos você só começa a trabalhar depois dos trinta...

Ficha do Personagem
Requerimentos: Destreza=12, Carisma <6, um estetoscópio, três jalecos
HD: d8 + plano unimed; Thaco: eu tô em cima, eu tô embaixo
Saving Throws: priest (+1 vs. poison, -3 vs. death spell)
Posted by mozart at 2:24 AM | Comments (1)

terça-feira, 19 de abril de 2005

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Tadinha da américa latina, desde o berço explorada

E ainda chamam os conquistadores de covardes. Não vejo como. Quando meia dúzia de caipiras, armados com pau-de-fogo, dominam um continente inteiro, não são eles os covardes.

"Eles foram ajudados pelas doenças! Fomos dizimados!"

Pois é, até nas doenças a Europa sempre foi mais evoluída que a gente.

E sempre que aparecem uns tontos me pedindo indenização histórica, penso em pagar com aquilo que lhes é historicamente mais caro: um pacote de fumo e alguns espelhinhos.

Dívida... lhes oferecem a civilização e como retribuem? Com Mozarts, Einsteins, Michelangelos? Não, apenas Belafontes, Jurunas, Basquiats e nomes outros talvez ainda mais ridículos.

quinta-feira, 14 de abril de 2005

terça-feira, 12 de abril de 2005

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Too Much Pope

I asked him once, at 35,000 feet on one of these trips, "Holy Father, some people in the Vatican think you're traveling too much." And he was sort of surprised, and a big smile came across his face and he tapped me on the arm and said, "Yes, you're right, I am, I agree, I am traveling too much." and he turned away. And then he turned back and raised his finger with a wry smile and said, "But sometimes it's necessary to do something of what is too much."

Não argumentar e vencer sempre

Falta de assunto e dinheiro me remetem a este grau de degradação. O caso é que sou muito trouxa. Ou céptico. Se acreditasse em apostas online, que não sejam apenas uma desculpa esfarrapada para roubarem meu cartão, já estaria milionário. Porque há uma verdade matemática, bastante conhecida, que garantiria minha fortuna. Mas não garante que não me furtarão o número do cartão.

Imagine que, por exemplo num jogo de basquete, a Casa de Apostas X te pague x1 pra 1 no time 1, e x2 pra 1 no time 2. E que a Casa Y te pague y1 pra 1 no time 1, e y2 pra 1 no time 2.

Há como ganhar sempre? Na maior parte das vezes, sim, desde que as taxas de pagamento sejam razoáveis e diferentes.

Para tanto, basta apostar em times diferentes nas diferentes casas, escolhendo justamente o favorito e o azarão que ofereçam a maior proporção -- via de regra, se x1 é maior que y1, então x2 é menor que y2, e reciprocamente; ou seja, estão em casas distintas.

Há uma faixa certa de proporções para fazer a aposta. Mas quiseres saber de antemão quanto ganharás, independente do resultado da partida, basta, para cada dólar apostado no favorito, apostares (pag.favorito/pag.azarão) no azarão -- as taxas de pagamento nas quais apostas. Exemplo:

Suponhamos que x1 = 1,5; x2 = 2,5 // y1 = 1,3; y2 = 3,5. As melhores taxas são de 1,5 pro favorito e de 3,5 pro azarão -- em casas diferentes, como deveria ser.

Pois bem: x1/y2 = 1,5/3,5 = 3/7; então para cada dólar apostado em x1, apostando 3/7 em y2 teremos:

se o time 1 ganhar, você lucra $0,07 -- [1,5*1 - (1+3/7]
se o time 2 ganhar, você lucra $0,07 -- [3,5*3/7 - (1+3/7)]

Ou seja, para cada vinte pratas, você ganha uma, sem esforço algum. Mas infelizmente no creo en las brujas, e estarei sempre na mansarda...

terça-feira, 8 de março de 2005

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

O centenário da Relatividade

Parece meio contraditório - pra dizer o mínimo - celebrar o centenário de uma teoria que revoga o tempo absoluto. Mas se me convidarem, eu vou.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Os olhos são as janelas da alma

Donde se deduz que a boca é a porta, a língua o tapetinho e o nariz a campainha. A orelha seria uma espécie de entrada de serviço, e o cérebro, um sótão cheio de traste velho e sem função.

Jovens altamente reacionários usam piercings à guisa de aldraba. Velhos se contentam em ignorar as rachaduras da fachada, disfarçar o telhado que descasca (talvez dando mais uma demão), além de publicarem posts sem pé nem cabeça no tempo vago.

domingo, 9 de janeiro de 2005

Beleza Pura

Segundo Kant, belo é aquilo que agrada independentemente do sentido. Duh. E segue dando exemplos, os quais esclarecemos abaixo:

(i) a bonita plumagem dos pássaros -- vide Clóvis Bornay

(ii) as cores e formas das flores -- "churrus, gostoso de mais"

(iii) o movimento das linhas de um ornamento -- ai, Creuza

(iv) a música instrumental -- os solos de Daniel San, tio Ed Mota, Dodecafonia, o Königsberg Jazz Festival.

sábado, 1 de janeiro de 2005

"Conhece-te a ti mesmo"

E Onan entendeu a inscrição no sentido bíblico da coisa.