terça-feira, 14 de junho de 2005

Como se proteger de Relâmpagos?

Estima-se que mais de seiscentas mil pessoas morram anualmente em todo o mundo, devido à crônica ignorância em relação ao fenômeno natural conhecido como relampo. Este post é uma tentativa, modesta, de dirimir os óbitos assim originados.

O primeiro e vulgaríssimo equívoco é o de que haja somente um tipo de relâmpago. Erro crasso. E se o raio mais popular é o azul, de energia negativa, trata-se justamente do que oferece menos perigo, atraído que é pelos pára-raios tradicionais.

Tendo uma capa de proteção fornecida pelos altos prédios da cidade grande, o homem urbano é atingido por raios protônicos, exatos opostos dos irmãos. Este raio é vermelho, lento, sem junções ou ramificações, e atraído por formas rotundas, mais estáveis.

A melhor proteção, portanto, em caso de tempestade, é utilizar roupas cheias de detalhes pontiagudos. Ajuda bastante um chapéu, talvez metálico, bem pontudo, como já usavam os sábios etruscos -- povo que desapareceu da Terra misteriosamente.

Andar descalço chapinhando a água, embora socialmente pouco aceitável, também é uma medida de segurança interessante. O raio protônico sai unicamente da terra para o ar, e se você estiver em equilíbrio iônico com o chão, a probabilidade de que vá para seu lado é bem menor. Para quem é germófobo, uma saída seria o uso de chuteiras com travas de ferro, e o mínimo de material isolante possível.

Também se aconselha andar com ímãs nos bolsos da frente, pois, se mesmo com todas as precauções acima, você tiver o baita azar de ainda ser acertado por um raio, é melhor ele queimar sua roupa do que atravessar seu corpo.

E como rezar não adianta, no próximo post ensinaremos a boa e velha dança do sol, a ser realizada com lanças, tridentes e espelhinhos até que a chuva pare. Além de convidarmos o professor Cabrera para explicar os perigos do monopolo magnético. Aguardem e confiem.