Isso, é claro, se eu não estivesse mentindo. Na verdade, toda a história da arte se divide em três períodos básicos: místico, religioso (pagão e cristão por exemplo) e ateu. Vivemos no último, claro. E há já um bom tempo: a mui longa e conturbada transição tem seu momento decisivo ao fim do século XVIII. Desde o Romantismo, predomina na arte o ateísmo. De forma marcante, e cada vez mais, e assim será por um bom tempo.O resto é perfumaria. Parnasianismos, realismos e modernismos são tão relevantes quanto o axé, a bossa-nova ou o rock 'n' roll. São o esperado.
- A música gospel é atéia?
Só.
- E a do padre Marcelo?
Difícil imaginar algo mais terceiro-mundano.