quarta-feira, 22 de novembro de 2006
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Sermão pelo bom sucesso dos amigos que partem para o Japão a fim de vencerem na vida
Zico is the best.
Mas sério, plano infalível para lucrar loucuras: rodízio de arroz.
Será que existe por lá? Vai render uma fortuna, virar tipo exportação. O único empecilho é a ausência de uma palavra específica para arroz -- ou pelo menos foi o que me disseram, esses japoneses são todos uns loucos.
E rodízio de água para acompanhar. Perfeito. Tem Lindoya, tem Minalba, tem H2OH, tem até a fórmula (fluoretada) derivada dos estudos políticos de garotinho.
Cyber-arroz. In hoc signo vinces.
Mas sério, plano infalível para lucrar loucuras: rodízio de arroz.
Será que existe por lá? Vai render uma fortuna, virar tipo exportação. O único empecilho é a ausência de uma palavra específica para arroz -- ou pelo menos foi o que me disseram, esses japoneses são todos uns loucos.
E rodízio de água para acompanhar. Perfeito. Tem Lindoya, tem Minalba, tem H2OH, tem até a fórmula (fluoretada) derivada dos estudos políticos de garotinho.
Cyber-arroz. In hoc signo vinces.
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
O que pode ser esquecido?
1 - A sua calói
2 - A crítica da razão pura
3 - Macaulay Culkin
4 - De onde veio o dinheiro
2 - A crítica da razão pura
3 - Macaulay Culkin
4 - De onde veio o dinheiro
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Faça Você Mesmo: Ministério de Notáveis
Ministro da Saúde: Paulo Cintura
Ministro da Defesa: Júnior Baiano
Ministério das Relações Exteriores: Jane Mary Corner
Ministro da Defesa: Júnior Baiano
Ministério das Relações Exteriores: Jane Mary Corner
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Os Adventistas do Voto Útil
(...)
. . .
(...)
- Eu não voto aqui.
- Ah... você vota em Minas?
- Não, voto ali no Clube Central.
. . .
(...)
- Eu não voto aqui.
- Ah... você vota em Minas?
- Não, voto ali no Clube Central.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Sobre a Força Comparativa dos Partidos
Dep. Fed., RJ, 2006: 92% dos votos para nomes, 08% para siglas.
Dep. Est., RJ, 2006: 88% dos votos para nomes, 12% para siglas.
Vereador, rj, 2004: 87% dos votos para nomes, 13% para siglas.
Dep. Est., RJ, 2006: 88% dos votos para nomes, 12% para siglas.
Vereador, rj, 2004: 87% dos votos para nomes, 13% para siglas.
domingo, 1 de outubro de 2006
Superstições
Quem vota se transforma em número após a morte.
E geralmente isso ocorre durante a vida também.
E geralmente isso ocorre durante a vida também.
sábado, 30 de setembro de 2006
O Caráter Premonitório dos Grandes Cometas
O mais comovente nessa história do vôo da Gol é pensar que não basta os sujeitos terem de sobreviver a uma queda de avião no meio do nada. O pior é que ainda têm de sobreviver à base de amendoim e barra de cereal vagabunda.
terça-feira, 26 de setembro de 2006
sábado, 23 de setembro de 2006
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Freud Explica
A novela de cavalaria "Senhor dos Anéis" é uma clara cristianização do mito de Édipo do primeiro ao último minuto, e das mais vulgares -- vide Uruk-Hai Carlinhos Brown.
Édipo vem do grego* Oedipus = pés inchados. No canhestra mitologia Toskiana, Bilbo é Laio, o rei de estranha conduta; Frodo, Édipo, a pretensamente humilhada vítima do destino, e o Anel é Jocasta.
Pretensamente, porque ali o Destino não é visto como a força avassaladora que nos aflige continuamente, e pelo contrário. Se tudo conspira, é para que Édipo se livre de Jocasta (não sem antes desvendar algumas charadas infantilóides), despejada por forças exteriores à lava incandescente do inferno.
Resultado: livrando-se do elemento sedutor, Laio e Édipo retornam serelepes ao paraíso, numa grande arca. Um vulgarização. E todo o restante da história não passar de um recontar infinito da mesma lenda deturpada.
Como diria Boris Grushenko, staccato, isso é uma cegonha.
(*) "grego", do latim grex, grègis: 'tropa de animais da mesma espécie; grupo de indivíduos de mesma categoria; bando, caterva, multidão, reunião, roda, sociedade, companhia (de atores), rebanho (de fiéis); coro (das musas); punhado, feixe (de rosas).'
Édipo vem do grego* Oedipus = pés inchados. No canhestra mitologia Toskiana, Bilbo é Laio, o rei de estranha conduta; Frodo, Édipo, a pretensamente humilhada vítima do destino, e o Anel é Jocasta.
Pretensamente, porque ali o Destino não é visto como a força avassaladora que nos aflige continuamente, e pelo contrário. Se tudo conspira, é para que Édipo se livre de Jocasta (não sem antes desvendar algumas charadas infantilóides), despejada por forças exteriores à lava incandescente do inferno.
Resultado: livrando-se do elemento sedutor, Laio e Édipo retornam serelepes ao paraíso, numa grande arca. Um vulgarização. E todo o restante da história não passar de um recontar infinito da mesma lenda deturpada.
Como diria Boris Grushenko, staccato, isso é uma cegonha.
(*) "grego", do latim grex, grègis: 'tropa de animais da mesma espécie; grupo de indivíduos de mesma categoria; bando, caterva, multidão, reunião, roda, sociedade, companhia (de atores), rebanho (de fiéis); coro (das musas); punhado, feixe (de rosas).'
quarta-feira, 30 de agosto de 2006
O Thesouro da Juventude
Direto do Livro dos Porquês:
- Por que não é possivel obter um vacuo perfeito?
Ha quem creia que, se continuassemos a applicar a bomba durante o tempo necessario, conseguiriamos, por fim, obter um vacuo perfeito; mas não é assim. Supponhamos mesmo que tinhamos uma bomba perfeita e que, em cada movimanto do embolo, conseguiamos extrahir metade do ar que existe dentro do globo. Depois do primeiro movimento do embolo, tinhamos extrahido metade do ar total; depois do segundo, as as tres quartas partes do mesmo, depois do terceiro, os sete oitavos; depois do quarto, os quinze dezesseis avos, etc., de modo que ficará sempre algum ar lá dentro. Ninguem poude nem jamais poderá fazer em sitio algum um vacuo perfeito. Alem da machina pneumatica, há outros processos de fazer o vacuo, mas nenhum delles é perfeito, embora algum seja superior ao da referida machina.
- Poderemos transportar-nos um dia a outro planeta?
Um dos homens mais illustres que teem existido disse que os verdadeiros ignorantes eram os que se supunham sufficientemente sabios para affirmar que os homens nunca poderiam fazer ou descobrir esta ou aquella cousa; e a historia dos conhecimentos humanos deu-lhe razão. Comtudo, mesmo sem nos esquecermos d'estas palavras inclinamo-nos a crer que a resposta deve ser absolutamente negativa. Julio Verne escreveu uma historia engenhosa e interessante de uns homens que foram lançados á lua dentro de um volumoso projectil de canhão; mas nem mesmo nos nossos dias isto é possivel. E esta historia refere-se á lua que só dista de nós 444.480 kilometros; emquanto todo o systema solar teria que mudar muito para que a terra chegasse a encontrar-se a menos de 37.040.000 kilometros de outro planeta qualquer. Não existe força alguma capaz de enviar a semelhante distancia um projectil, mesmo suppondo que pudesse estar certa a pontaria da peça que o lançasse, e que as pessoas que fossem dentro delle pudessem resistir ao tremendo choque que experimentariam no momento em que a peça disparasse. Mas supponhamos que os homens inventavam um apparelho que produzisse a força no seu interior, uma machina de voar extraordinária. A principal difficuldade estaria em que, a uma certa altura, embora os aviadores levassem muita provisão de ar para respirar ou os meios de o fabricarem, o propulsor do apparelho não teria ar em que se apoiasse. No vacuo, nem a ave mais vigorosa poderia aguentar, e o mesmo aconteceria com o homem que pretendesse nadar ou conservar-se ao nivel das bordas num tanque sem agua. Mas supponhamos tambem que esta difficuldade não existia; mesmo assim, ainda se topava com outra insuperavel. Os aviadores teriam que navegar muitos milhões de kilometros atravez do espaço gelado. Ninguem pode imaginar o frio horrivel que reina nessas regiões; basta, porém, dizer que a permanencia de uns tantos minutos apenas nellas, gelaria os nossos corpos, privando-os da vida. Embora se dirigissem a Marte com a velocidade da luz--o que podemos affirmar que os homens jamais conseguirão--morreriam antes de chegar a este planeta.
- Podemos algum dia nos communicar com outro planeta?
Esta pergunta differe essencialmente da anterior. Antes de mais nada, é preciso dar como assente que, em outro planeta, em Marte, por exemplo, ha seres dotados de intelligencia, o que é bastante verosimil. Se isto é assim, não há razão para que não possamos communicar com elles de algum modo. É claro que terão de começar por apprender a interpretar o que lhes queremos dizer; mas isto não constituiria uma difficuldade tão insuperavel, como a que a transmissão do som representa. Em França está reservado um grande premio para a primeira pessoa que estabeleça a communicação com qualquer planeta, e talvez chegue o dia em que alguem o ganhe. Se em Marte ha seres intelligentes, é provavel que sejam muito mais instruídos que nós, porque Marte é um mundo muito mais antigo que o nosso, e por consequencia os seus habitantes tem tido mais tempo para se instruir e aperfeiçoar. É possivel que, ha já muitos seculos, estejam tratando de chamar a attenção para elles, e que esperem, com anciedade, o momento em que os habitantes da terra se tornem sufficientemente intelligentes para os poderem comprehender. Até se tem chegado a insinuar, embora não muito a serio, que o grande systema de canaes que se observa no referido planeta -- ecujas dimensões são bastante grandes para podermos ler nelles -- são certos caracteres gigantescos, de uma escripta especial com a qual os marcianos pretendem enviar-nos alguma mensagem. Seja como for, estes canaes demonstram que a communicação entre Marte e a terra está muito longe de ser impossivel; e, se os seus habitantes possuissem telescopios tão bons como os nossos, poderiam, sem duvida ler qualquer mensagem que lhes escrevessemos com caracteres gigantescos no deserto do Sahará ou na Siberia.
- Por que não é possivel obter um vacuo perfeito?
Ha quem creia que, se continuassemos a applicar a bomba durante o tempo necessario, conseguiriamos, por fim, obter um vacuo perfeito; mas não é assim. Supponhamos mesmo que tinhamos uma bomba perfeita e que, em cada movimanto do embolo, conseguiamos extrahir metade do ar que existe dentro do globo. Depois do primeiro movimento do embolo, tinhamos extrahido metade do ar total; depois do segundo, as as tres quartas partes do mesmo, depois do terceiro, os sete oitavos; depois do quarto, os quinze dezesseis avos, etc., de modo que ficará sempre algum ar lá dentro. Ninguem poude nem jamais poderá fazer em sitio algum um vacuo perfeito. Alem da machina pneumatica, há outros processos de fazer o vacuo, mas nenhum delles é perfeito, embora algum seja superior ao da referida machina.
- Poderemos transportar-nos um dia a outro planeta?
Um dos homens mais illustres que teem existido disse que os verdadeiros ignorantes eram os que se supunham sufficientemente sabios para affirmar que os homens nunca poderiam fazer ou descobrir esta ou aquella cousa; e a historia dos conhecimentos humanos deu-lhe razão. Comtudo, mesmo sem nos esquecermos d'estas palavras inclinamo-nos a crer que a resposta deve ser absolutamente negativa. Julio Verne escreveu uma historia engenhosa e interessante de uns homens que foram lançados á lua dentro de um volumoso projectil de canhão; mas nem mesmo nos nossos dias isto é possivel. E esta historia refere-se á lua que só dista de nós 444.480 kilometros; emquanto todo o systema solar teria que mudar muito para que a terra chegasse a encontrar-se a menos de 37.040.000 kilometros de outro planeta qualquer. Não existe força alguma capaz de enviar a semelhante distancia um projectil, mesmo suppondo que pudesse estar certa a pontaria da peça que o lançasse, e que as pessoas que fossem dentro delle pudessem resistir ao tremendo choque que experimentariam no momento em que a peça disparasse. Mas supponhamos que os homens inventavam um apparelho que produzisse a força no seu interior, uma machina de voar extraordinária. A principal difficuldade estaria em que, a uma certa altura, embora os aviadores levassem muita provisão de ar para respirar ou os meios de o fabricarem, o propulsor do apparelho não teria ar em que se apoiasse. No vacuo, nem a ave mais vigorosa poderia aguentar, e o mesmo aconteceria com o homem que pretendesse nadar ou conservar-se ao nivel das bordas num tanque sem agua. Mas supponhamos tambem que esta difficuldade não existia; mesmo assim, ainda se topava com outra insuperavel. Os aviadores teriam que navegar muitos milhões de kilometros atravez do espaço gelado. Ninguem pode imaginar o frio horrivel que reina nessas regiões; basta, porém, dizer que a permanencia de uns tantos minutos apenas nellas, gelaria os nossos corpos, privando-os da vida. Embora se dirigissem a Marte com a velocidade da luz--o que podemos affirmar que os homens jamais conseguirão--morreriam antes de chegar a este planeta.
- Podemos algum dia nos communicar com outro planeta?
Esta pergunta differe essencialmente da anterior. Antes de mais nada, é preciso dar como assente que, em outro planeta, em Marte, por exemplo, ha seres dotados de intelligencia, o que é bastante verosimil. Se isto é assim, não há razão para que não possamos communicar com elles de algum modo. É claro que terão de começar por apprender a interpretar o que lhes queremos dizer; mas isto não constituiria uma difficuldade tão insuperavel, como a que a transmissão do som representa. Em França está reservado um grande premio para a primeira pessoa que estabeleça a communicação com qualquer planeta, e talvez chegue o dia em que alguem o ganhe. Se em Marte ha seres intelligentes, é provavel que sejam muito mais instruídos que nós, porque Marte é um mundo muito mais antigo que o nosso, e por consequencia os seus habitantes tem tido mais tempo para se instruir e aperfeiçoar. É possivel que, ha já muitos seculos, estejam tratando de chamar a attenção para elles, e que esperem, com anciedade, o momento em que os habitantes da terra se tornem sufficientemente intelligentes para os poderem comprehender. Até se tem chegado a insinuar, embora não muito a serio, que o grande systema de canaes que se observa no referido planeta -- ecujas dimensões são bastante grandes para podermos ler nelles -- são certos caracteres gigantescos, de uma escripta especial com a qual os marcianos pretendem enviar-nos alguma mensagem. Seja como for, estes canaes demonstram que a communicação entre Marte e a terra está muito longe de ser impossivel; e, se os seus habitantes possuissem telescopios tão bons como os nossos, poderiam, sem duvida ler qualquer mensagem que lhes escrevessemos com caracteres gigantescos no deserto do Sahará ou na Siberia.
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
Enquanto isso, no Grande Cerol do Céu
Aparício... tá difícil, Aparício.
Mas já que você foi mais cedo, pelo menos pega uma mesa pra gente. Mas não esquece, hein? Ficar de pé, tomando cerveja de banquinho pelo resto da eternidade, aí caplica.
E não se empolgue com o churrasco, não. Essa chicada é fogo: pode estar no céu, mas ainda é de gato. Esperemos que ao menos seja de gato siamês. Abraço.
Mas já que você foi mais cedo, pelo menos pega uma mesa pra gente. Mas não esquece, hein? Ficar de pé, tomando cerveja de banquinho pelo resto da eternidade, aí caplica.
E não se empolgue com o churrasco, não. Essa chicada é fogo: pode estar no céu, mas ainda é de gato. Esperemos que ao menos seja de gato siamês. Abraço.
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Na Diretoria com Mozart
Se existe um Direito Natural, e até a Moral Natural já foi logicamente demonstrada, só o que falta pra pôr ordem na casa é uma Etiqueta Natural.
Ou melhor: faltava. Após cinco árduos anos de bebedeira ou convívio com crianças, faxineiros, antropólogos e descendentes do Chacrinha -- sem dúvida alguns dos seres mais primitivos da espécie --, estou certo de ter estabelecido as leis naturais que devam reger nossos modos à mesa. Ou pelo menos vai dar pra enrolar o CNPq legal.
O paper sai apenas no final do ano que vem, quando a bolsa acaba, mas posso adiantar algumas das linhas gerais:
- Se puxarem oração no refeitório, abaixe a cabeça respeitosamente e catapulte uma coxa de galinha em direção à mesa mais próxima -- se acertar o nariz do pregador, melhor, mas isso decorre naturalmente
- É a boca que vai à comida. Os membros existem há somente uns poucos milhões de anos, não passam de intermediários historicamente irrelevantes, e é natural que sejam usados com parcimônia.
- Num jantar grã-fino, apóie o cotovelo de sua escolha sobre a mesa -- de preferência, num prato de sopa fervente. Não apenas você chocará uma sociedade anacrônica e decadente, como poderá usar a distração pra bater a carteira de um vizinho.
- Jamais palite os dentes após a refeição. O cerimonial pede que, durante a sessão de batatas-fritas, você dobre seu palito, pingue umas gotas de guaraná, e avise à mesa que o está ressuscitando...
- Arrotar é falta de educação. A menos que você recite o abecedário ou diga alguma frase obscena junto.
Ou melhor: faltava. Após cinco árduos anos de bebedeira ou convívio com crianças, faxineiros, antropólogos e descendentes do Chacrinha -- sem dúvida alguns dos seres mais primitivos da espécie --, estou certo de ter estabelecido as leis naturais que devam reger nossos modos à mesa. Ou pelo menos vai dar pra enrolar o CNPq legal.
O paper sai apenas no final do ano que vem, quando a bolsa acaba, mas posso adiantar algumas das linhas gerais:
- Se puxarem oração no refeitório, abaixe a cabeça respeitosamente e catapulte uma coxa de galinha em direção à mesa mais próxima -- se acertar o nariz do pregador, melhor, mas isso decorre naturalmente
- É a boca que vai à comida. Os membros existem há somente uns poucos milhões de anos, não passam de intermediários historicamente irrelevantes, e é natural que sejam usados com parcimônia.
- Num jantar grã-fino, apóie o cotovelo de sua escolha sobre a mesa -- de preferência, num prato de sopa fervente. Não apenas você chocará uma sociedade anacrônica e decadente, como poderá usar a distração pra bater a carteira de um vizinho.
- Jamais palite os dentes após a refeição. O cerimonial pede que, durante a sessão de batatas-fritas, você dobre seu palito, pingue umas gotas de guaraná, e avise à mesa que o está ressuscitando...
- Arrotar é falta de educação. A menos que você recite o abecedário ou diga alguma frase obscena junto.
terça-feira, 25 de julho de 2006
O que é literatura?
A realidade se distingue da literatura por nesta ser necessário "pagar um preço" por todo bem, virtude ou graça alcançada.
Já o que distingue a literatura da música são as letras de I a Z.
Já o que distingue a literatura da música são as letras de I a Z.
domingo, 23 de julho de 2006
domingo, 25 de junho de 2006
quinta-feira, 8 de junho de 2006
MST - o que é?
Fabricante de bonés que vive de divulgar "causas sociais".
O que não há é pouca gente a dar por isso.
óóóó---óóóóóó óóó--- óóóóóóó óóóóóóóó (o bafo na nuca)
O que não há é pouca gente a dar por isso.
óóóó---óóóóóó óóó--- óóóóóóó óóóóóóóó (o bafo na nuca)
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Domingos Leonidas Vobiscum

Comprovando seu anacronismo legendário, o Papa Bento XVI comeu pão sem química, e discursou esta manhã em trajes natalinos.
Num pronunciamento de 15 segundos, o santo padre alfinetou Tom Hanks, os Wunderblogs, a camisinha, e ainda disse que seu nome é Enéas. Só não falou mal do aquecimento global devido ao frio terrível em Weggis -- além de pesquisas encomendadas pelo presidente Bush.
Em seguida, com um lança-chamas de causar calafrios em Freud, ateou fogo numa pilha de cem mil exemplares do Wunderbuch -- muito mais baratos que os livros de Dan Brown --, causando fortuna e satisfação à Boy Band -- que oficialmente lamenta estar na mesma lista que Tom Hanks e a camisinha.
sexta-feira, 24 de março de 2006
O que é Surrealismo?
O surrealismo é um movimento, quase uma ginga, lançado no século XX por André Breton e Salvador Dalí, que teve em Leônidas da Silva seu maior expoente.
Isso, é claro, se eu não estivesse mentindo. Na verdade, toda a história da arte se divide em três períodos básicos: místico, religioso (pagão e cristão por exemplo) e ateu. Vivemos no último, claro. E há já um bom tempo: a mui longa e conturbada transição tem seu momento decisivo ao fim do século XVIII. Desde o Romantismo, predomina na arte o ateísmo. De forma marcante, e cada vez mais, e assim será por um bom tempo.
O resto é perfumaria. Parnasianismos, realismos e modernismos são tão relevantes quanto o axé, a bossa-nova ou o rock 'n' roll. São o esperado.
- A música gospel é atéia?
Só.
- E a do padre Marcelo?
Difícil imaginar algo mais terceiro-mundano.
Isso, é claro, se eu não estivesse mentindo. Na verdade, toda a história da arte se divide em três períodos básicos: místico, religioso (pagão e cristão por exemplo) e ateu. Vivemos no último, claro. E há já um bom tempo: a mui longa e conturbada transição tem seu momento decisivo ao fim do século XVIII. Desde o Romantismo, predomina na arte o ateísmo. De forma marcante, e cada vez mais, e assim será por um bom tempo.O resto é perfumaria. Parnasianismos, realismos e modernismos são tão relevantes quanto o axé, a bossa-nova ou o rock 'n' roll. São o esperado.
- A música gospel é atéia?
Só.
- E a do padre Marcelo?
Difícil imaginar algo mais terceiro-mundano.
terça-feira, 21 de março de 2006
"A lei de imprensa serve para proteger os jornalistas"
Decerto. Assim como a invenção do dr. Guillotin nos protegeu da forca.
E a lei de Talião beneficiava os dentistas. E a cadeira elétrica foi concebida, em última análise, para extirpar a loucura da sociedade.
E a lei de Talião beneficiava os dentistas. E a cadeira elétrica foi concebida, em última análise, para extirpar a loucura da sociedade.
quarta-feira, 15 de março de 2006
Afluentes do Rio Amazonas
Margem Esquerda: Everaldo, Piazza, Gérson, Rivellino e Tostão.
Margem Direita: Carlos Alberto, Brito, Clodoaldo, Jairzinho e Pelé.
Margem de Erro: Félix.
Margem Direita: Carlos Alberto, Brito, Clodoaldo, Jairzinho e Pelé.
Margem de Erro: Félix.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
O Santo do Dia
Copos Descartáveis. Mas todos já os conhecem e veneram, então passemos pro reserva:
Bentinho (1960-1899): historiador suburbano traído por todos que lhe eram caros -- da mulher ao ponta-esquerda, passando pela crítica americana, os amigos e a teologia. Em idade já avançada, foi tomado por um espírito maligno, com o dobro de seu QI e estilo muito mais sofisticado. Ainda tentaria unir as duas pontas da vida, mas no fim percebeu que não havia ninguém na área pra cruzar.
Frases Célebres:
"Vivo era feio; morto pareceu-me horrível."
"Você tem razão, Capitu, vamos enganar toda essa gente."
"Publicar planos infalíveis que exijam perseguições, quebra-pau, escravidão, impostos (impostos!) e um banho de sangue, vale. Publicar sátiras destes doutrinadores, não. Tá bão então; e critérios nem pensar."
"Qualquer um que defenda, por mais tenuemente que seja, os muçulmanos na questão das tirinhas, é candidato sério a atestado de imbecil."
Bentinho (1960-1899): historiador suburbano traído por todos que lhe eram caros -- da mulher ao ponta-esquerda, passando pela crítica americana, os amigos e a teologia. Em idade já avançada, foi tomado por um espírito maligno, com o dobro de seu QI e estilo muito mais sofisticado. Ainda tentaria unir as duas pontas da vida, mas no fim percebeu que não havia ninguém na área pra cruzar.
Frases Célebres:
"Vivo era feio; morto pareceu-me horrível."
"Você tem razão, Capitu, vamos enganar toda essa gente."
"Publicar planos infalíveis que exijam perseguições, quebra-pau, escravidão, impostos (impostos!) e um banho de sangue, vale. Publicar sátiras destes doutrinadores, não. Tá bão então; e critérios nem pensar."
"Qualquer um que defenda, por mais tenuemente que seja, os muçulmanos na questão das tirinhas, é candidato sério a atestado de imbecil."
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Abaixo a opinião pública
Sempre que me diziam que "o maior adversário do Brasil nesta Copa é o próprio Brasil", eu era tomado por uma convicção quase religiosa de estar diante de um perfeito imbecil.
Mas de tanto falarem, ou errar feio na loteria esportiva, comecei a crer que me revelavam a Verdade. Juro. Uma Verdade Metafísica, uma Verdade Matemática. E que portanto só estava faltando alguém demonstrar. Mas agora não falta mais. A prova de que o Brasil seja o seu maior adversário na Copa:
Dida: tão burro quanto aparenta. Atabalhoado pra sair do gol, erra passes de meio metro, e é um incorrigível frangueiro. Frangueiríssimo. No passado, defendeu pênaltis cobrados à sua direita; mas depois o pessoal deu reparo.
Cafú: pra que serve um lateral que não sabe cruzar? Só se for pra confundir os adversários. Sua única virtude, um formidável preparo físico, foi pra cucuia há tempos, razão por que consagrou-se como o recordista de faltas na última Copa. Mas nesta ele promete se superar.
Lúcio: sua principal jogada é ir ao ataque perder a bola. Depois ele se destempera e passa a distribuir chutões. Nos companheiros, nos adversários, nos bandeirinhas; indiscriminadamente.
Roque Júnior: surpreende que não tenha feito a vida no Japão, vez que o ippon em lances de bola parada seja sua característica mais marcante -- mais até do que o cabelo. Ultimamente, vem sendo substituído pela eterna promessa Juan, zagueiro discretíssimo, que se sustenta via o mito vago-específico de um certo apuro técnico, que Popper jamais considerou cientificamente falsificável.
Roberto Carlos: lateral que só faz cobrar lateral. Criador da fabulosa biciscrota, fez três gols de falta na vida, e é natural que por isso sua poderosa canhota seja mundialmente celebrada. Possivelmente, o jogador mais mascarado de toda história (não só do futebol, mas de todos os esportes), e por isso humilhado regularmente em competições de âmbito mundial, nacional, ou interbairros. Prefiram o cantor.
Emerson: voltante fundamental para a conquista de 2002, ao se contundir na véspera do torneio.
Zé Roberto: nem ele sabe bem o que está fazendo por ali, quando Juninho Pernambucano é um dos melhores segundos volantes do mundo -- posição que, junto com a ponta esquerda, é onde se costumam alocar os cafés-com-leite toda pelada.
Kaká: a mediocridade levada às últimas conseqüências. Jogador nota 7. Seu recorde foi um 7,5, ocasião em que apanhou de cinta. Regularidade ali é mato.
Ronaldinho Gaúcho: o melhor do mundo, a magia do futebol brasileiro feita carne. Mas só quando joga pelo Barcelona, que ninguém é de ferro.
Ronaldo Bussunda: já foi um grande atacante; agora é um atacante grande. Ou extra-grande, dependendo da marca.
Adriano: fez uma boa temporada, e só. Sua principal jogada, mandar o canudo da entrada da área, impressionou no começo, mas agora é facilmente marcável. Muito brucutu, eventualmente realiza uma jogada de nível mediano, surpreendendo a zaga adversária. É nossa maior esperança.
Quod Erat Demonstrandum. E isso sem nem falar do Zagallo.
Em breve analisaremos os reservas, as pinturas de Parreira, as viúvas de Garrincha, e, se não rolar um trem da alegria em junho, o caixa-dois de Ricardo Peixeira.
Mas de tanto falarem, ou errar feio na loteria esportiva, comecei a crer que me revelavam a Verdade. Juro. Uma Verdade Metafísica, uma Verdade Matemática. E que portanto só estava faltando alguém demonstrar. Mas agora não falta mais. A prova de que o Brasil seja o seu maior adversário na Copa:
Dida: tão burro quanto aparenta. Atabalhoado pra sair do gol, erra passes de meio metro, e é um incorrigível frangueiro. Frangueiríssimo. No passado, defendeu pênaltis cobrados à sua direita; mas depois o pessoal deu reparo.
Cafú: pra que serve um lateral que não sabe cruzar? Só se for pra confundir os adversários. Sua única virtude, um formidável preparo físico, foi pra cucuia há tempos, razão por que consagrou-se como o recordista de faltas na última Copa. Mas nesta ele promete se superar.
Lúcio: sua principal jogada é ir ao ataque perder a bola. Depois ele se destempera e passa a distribuir chutões. Nos companheiros, nos adversários, nos bandeirinhas; indiscriminadamente.
Roque Júnior: surpreende que não tenha feito a vida no Japão, vez que o ippon em lances de bola parada seja sua característica mais marcante -- mais até do que o cabelo. Ultimamente, vem sendo substituído pela eterna promessa Juan, zagueiro discretíssimo, que se sustenta via o mito vago-específico de um certo apuro técnico, que Popper jamais considerou cientificamente falsificável.
Roberto Carlos: lateral que só faz cobrar lateral. Criador da fabulosa biciscrota, fez três gols de falta na vida, e é natural que por isso sua poderosa canhota seja mundialmente celebrada. Possivelmente, o jogador mais mascarado de toda história (não só do futebol, mas de todos os esportes), e por isso humilhado regularmente em competições de âmbito mundial, nacional, ou interbairros. Prefiram o cantor.
Emerson: voltante fundamental para a conquista de 2002, ao se contundir na véspera do torneio.
Zé Roberto: nem ele sabe bem o que está fazendo por ali, quando Juninho Pernambucano é um dos melhores segundos volantes do mundo -- posição que, junto com a ponta esquerda, é onde se costumam alocar os cafés-com-leite toda pelada.
Kaká: a mediocridade levada às últimas conseqüências. Jogador nota 7. Seu recorde foi um 7,5, ocasião em que apanhou de cinta. Regularidade ali é mato.
Ronaldinho Gaúcho: o melhor do mundo, a magia do futebol brasileiro feita carne. Mas só quando joga pelo Barcelona, que ninguém é de ferro.
Ronaldo Bussunda: já foi um grande atacante; agora é um atacante grande. Ou extra-grande, dependendo da marca.
Adriano: fez uma boa temporada, e só. Sua principal jogada, mandar o canudo da entrada da área, impressionou no começo, mas agora é facilmente marcável. Muito brucutu, eventualmente realiza uma jogada de nível mediano, surpreendendo a zaga adversária. É nossa maior esperança.
Quod Erat Demonstrandum. E isso sem nem falar do Zagallo.
Em breve analisaremos os reservas, as pinturas de Parreira, as viúvas de Garrincha, e, se não rolar um trem da alegria em junho, o caixa-dois de Ricardo Peixeira.
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