A filosofia ocidental nunca chegou a lugar algum; e toda vez que chegou, precisou dar meia-volta.
Nossos filósofos sempre ou foram nefelibatas, ou onanistas mentais. E depois que descobriram as lógicas heterodoxas, parece que toda a esperança foi para o brejo.
Não que as discussões intermináveis e infrutíferas tenham acabado: ainda há alguns espíritos vagando por aí. E não sem pompa ou hermetismo: falta de um bom tapão na nuca.
O oriente está tão à nossa frente, que chego a me envergonhar.
Quando um sujeito tinha uma certa filosofia, criava logo uma arte marcial junto. Que a complementava, provava e justificava. Para saber qual a melhor filosofia, nada mais fácil: bastava sair na pancada.
Foi assim que evoluíram e nos ultrapassaram. Enquanto Kant tropeçava pelas vielas mal conservadas de Königsberg, compenetrado numa prova para si mesmo de que o tempo fosse muito mais que o horário em que saía pra comprar pão, os orientais já estavam no dojô há meia-hora resolvendo as discussões.
Não existe nada mais filosófico no mundo que um bom ringue de vale-tudo, e tanto melhor se for um octagon. Mestre Chiun é meu pastor, e pancada não faltará. O Sinanju é o Sol.